País
Acesso ao Ensino Superior. Engenharia Aerospacial com notas mais altas
Já são conhecidas as colocações da 1ª fase de acesso ao Ensino Superior. As médias de acesso mais altas são dos cursos de Engenharia Aeroespacial.
Depois de uma violação do embargo dos resultados, o Ministério da Educação decidiu antecipar em mais de 24 horas a divulgação.
Três dos cinco cursos com a média mais elevada na 1.ª fase do acesso ao ensino superior são da Universidade do Porto, que lidera a lista com Engenharia Aeroespacial, onde a nota do último colocado foi 19,5 valores.
Pelo quarto ano consecutivo, Engenharia Aeroespacial, na Universidade do Porto, voltou a ser o curso com a média mais elevada na 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES), segundo os dados do Instituto para o Ensino Superior (IES) divulgados na sexta-feira.
Com apenas 30 vagas disponíveis, o último aluno a conseguir assegurar um lugar naquele curso candidatou-se com uma média de 19,50 valores, numa escala de zero a 20.
Além de Engenharia Aeroespacial, a Universidade do Porto ministra outros dois cursos entre os cinco com média mais elevada: Medicina, cuja nota do último colocado foi 18,67 valores, e Engenharia e Gestão Industrial, com 18,85 valores.
Acima destes, e com a segunda média mais elevada, está Engenharia Aeroespacial na Universidade do Minho, onde o último aluno a conseguir uma das 31 vagas foi a concurso com 18,98 valores.
Em quinto lugar na lista, surge igualmente o curso de Engenharia Aeroespacial, mas ministrado pela Universidade de Lisboa, com 18,60 valores.
Há outros 13 cursos onde só entraram alunos com uma média mínima de 18 valores, ministrados pelas universidades de Aveiro, Madeira, Trás-os-Montes e Alto Douro, Coimbra, Nova de Lisboa e um do Instituto Politécnico do Porto.
Em áreas sobretudo relacionadas com engenharias e Medicina, todos os cursos eleitos pelos alunos de excelência preencheram a totalidade das vagas, à exceção de Engenharia Física e Computacional, na Universidade da Madeira.
A instituição abriu 15 vagas, mas só um aluno ficou colocado, com uma média de 18,28 valores.
Por outro lado, a média de entrada mais baixa foi no curso de Gestão e Informática, do Instituto Politécnico de Viseu (9,70 valores), havendo ainda outros quatro cursos com notas abaixo dos 10 valores: Turismo no politécnico de Beja, Biologia na Universidade dos Açores, Educação Ambiental e Turismo de Natureza no politécnico de Santarém, e Engenharia de Sistemas de Computadores, no politécnico de Lisboa.
Este ano, existem 39 cursos que não receberam qualquer candidato, ficando as mais de 700 vagas por ocupar.
À semelhança de anos anteriores, são quase todas formações ministradas em institutos politécnicos e universidades do interior, a maioria na área das engenharias.
Perto de 50 mil estudantes foram colocados na 1.ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, ocupando 88,9% das vagas, anunciou na sexta-feira o Ministério da Educação, dois dias antes da divulgação dos resultados.
Entre os mais de 60 mil candidatos, 49.991 conseguiram colocação numa instituição de ensino superior pública, mais 6.092 do que no ano passado, segundo dados divulgados pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI).
“Este é o maior número de colocados da última década, com exceção de 2020, ano em que foram adotadas regras excecionais para a conclusão do ensino secundário e para a utilização de exames nacionais como provas de ingresso”, refere o MECI em comunicado.
Apesar dos problemas registados durante o processo de classificação dos exames nacionais e na publicação das notas, este ano registou também o maior número de candidatos à 1.ª fase desde 1996, à exceção dos anos marcados pela pandemia de covid-19.Após a conclusão dos pedidos de reapreciação de exames nacionais realizados durante a 1.ª fase, o número final de candidatos fixou-se em 60.513, mais 11.795 do que em 2025.
Ao contrário do ano passado, em que existiam mais vagas do que candidatos, a 1.ª fase do CNAES registou este ano mais 4.285 candidaturas do que o total de lugares a concurso.
Concluída a 1.ª fase, a esmagadora maioria (88,9%) das cerca de 45.700 vagas disponibilizadas ficou ocupada, cerca de metade por estudantes que escolheram aquela como primeira opção.
Segundo os dados do Instituto para o Ensino Superior (IES), 26.819 candidatos foram colocados na primeira opção, enquanto 9.643 conseguiram um lugar no curso identificado como segunda opção.
“No total, 84,5% dos estudantes ficaram colocados numa das suas três primeiras opções”, refere o comunicado.
O Governo alterou este ano o regime de acesso ao ensino superior, permitindo que as instituições pudessem voltar a exigir apenas uma prova de ingresso, na sequência da redução de caloiros no ensino superior em 2025, quando passaram a ser exigidas, pelo menos, duas provas de ingresso.De acordo com o IES, dos 1.519 cursos que podiam fixar apenas uma prova de ingresso, 88% fizeram-no.
As candidaturas à 2.ª fase do concurso decorrem entre 24 de agosto e 20 de setembro, mais três semanas do que inicialmente previsto, devido ao adiamento da 2.ª fase dos exames nacionais do ensino secundário e à criação de uma época especial em setembro.
Pela primeira vez este ano, os exames nacionais foram avaliados em formato digital, mas o processo registou várias falhas técnicas, obrigando ao adiamento por alguns dias da divulgação das notas e a alterações nos calendários da 2.ª fase dos exames e do CNAES.
As provas realizadas durante época especial de exames, que irá decorrer entre 3 e 8 de setembro, poderão ser utilizadas como prova de ingresso na 2.ª fase do concurso, que contará com 6.639 vagas.
A divulgação dos resultados está prevista para 30 de setembro, seguindo-se depois a 3.ª fase entre 10 e 12 de outubro.
Apesar dos problemas registados durante o processo de classificação dos exames nacionais e na publicação das notas, este ano registou também o maior número de candidatos à 1.ª fase desde 1996, à exceção dos anos marcados pela pandemia de covid-19.Após a conclusão dos pedidos de reapreciação de exames nacionais realizados durante a 1.ª fase, o número final de candidatos fixou-se em 60.513, mais 11.795 do que em 2025.
Ao contrário do ano passado, em que existiam mais vagas do que candidatos, a 1.ª fase do CNAES registou este ano mais 4.285 candidaturas do que o total de lugares a concurso.
Concluída a 1.ª fase, a esmagadora maioria (88,9%) das cerca de 45.700 vagas disponibilizadas ficou ocupada, cerca de metade por estudantes que escolheram aquela como primeira opção.
Segundo os dados do Instituto para o Ensino Superior (IES), 26.819 candidatos foram colocados na primeira opção, enquanto 9.643 conseguiram um lugar no curso identificado como segunda opção.
“No total, 84,5% dos estudantes ficaram colocados numa das suas três primeiras opções”, refere o comunicado.
O Governo alterou este ano o regime de acesso ao ensino superior, permitindo que as instituições pudessem voltar a exigir apenas uma prova de ingresso, na sequência da redução de caloiros no ensino superior em 2025, quando passaram a ser exigidas, pelo menos, duas provas de ingresso.De acordo com o IES, dos 1.519 cursos que podiam fixar apenas uma prova de ingresso, 88% fizeram-no.
As candidaturas à 2.ª fase do concurso decorrem entre 24 de agosto e 20 de setembro, mais três semanas do que inicialmente previsto, devido ao adiamento da 2.ª fase dos exames nacionais do ensino secundário e à criação de uma época especial em setembro.
Pela primeira vez este ano, os exames nacionais foram avaliados em formato digital, mas o processo registou várias falhas técnicas, obrigando ao adiamento por alguns dias da divulgação das notas e a alterações nos calendários da 2.ª fase dos exames e do CNAES.
As provas realizadas durante época especial de exames, que irá decorrer entre 3 e 8 de setembro, poderão ser utilizadas como prova de ingresso na 2.ª fase do concurso, que contará com 6.639 vagas.
A divulgação dos resultados está prevista para 30 de setembro, seguindo-se depois a 3.ª fase entre 10 e 12 de outubro.
Diferenças entre litoral e interior mantêm-seA taxa de ocupação de cursos na 1.ªfase do concurso nacional de acesso ao ensino superior superou os 95% nas universidades e aproximou-se dos 80% nos politécnicos, mantendo-se assimetrias significativas entre litoral e interior, segundo dados oficiais hoje divulgados.
Nos institutos politécnicos “foram colocados 16.679 estudantes, mais 3.497 do que em 2025 e correspondentes a 33,4% do total”, adiantou o MECI, que acrescenta que “o número de colocados cresceu 26,5% e a taxa de ocupação subiu para 77,9%”.
No total, a taxa de ocupação após a 1.ª fase do concurso nacional de acesso é de 88,9%, mas há diferenças significativas entre litoral e interior.
“Em relação ao ano anterior, a taxa de ocupação das Instituições de Ensino Superior (IES) localizadas no interior do país aumentou cerca de nove pontos percentuais. Mantém-se, contudo, uma diferença territorial significativa. A taxa de ocupação é de 94,1% no litoral e de 69,2% no interior. As instituições do interior concentram 19,8% das vagas iniciais, mas 52,4% das vagas disponíveis para a 2.ª fase”, detalha o comunicado do MECI.
A tutela sublinha ainda que “reduziu-se significativamente” a diferença entre taxas de colocação nos subsistemas universitário e politécnico, que passou de 28,7 pontos percentuais em 2025 para 17,8 pontos percentuais este ano.
No ensino universitário há instituições que ficaram já quase completamente preenchidas, como a Universidade do Porto (taxa de ocupação de 99,1%), a Universidade de Lisboa (98,9%) e o ISCTE (98,8%).
Entre os politécnicos destacam-se a Escola de Hotelaria e Turismo do Estoril (101,2%), o Instituto Politécnico do Porto, agora Universidade Politécnica do Porto (98,9%) e Instituto Politécnico de Lisboa, agora Universidade Politécnica de Lisboa (95,2%).
c/ Lusa